
Sobre a coreografia, ela não é assim "bem clássica", é algo mais livre, mais solto; o objetivo não é mostrar técnica, mas ter um efeito bacana no palco, já que estou na turma de ballet livre, então tem meninas que fazem ballet há mais tempo e outras que começaram este ano. A parte que já temos da coreografia está bonita e, junto com a música, dá uma sensação forte e sentimental, em alguns momentos chega a beirar o frágil, para depois trazer a força à tona novamente. É o que sinto ao dançar e ao ouvir a música, mas na realidade não sei ao certo nem qual o idioma cantado (é um mistério, tem horas que lembra o árabe, mas não tenho certeza). E, quanto ao figurino, ainda não sei com exatidão como será, mas sei que será mais soltinho. Sempre fico ansiosa à espera do figurino, então tenho me controlado desde que comecei a ensaiar a coreografia.
Neste final de ano eu também participaria da coreografia da dança do ventre, porém acabei por cancelar minha participação porque não iria conseguir comparecer a todos os ensaios e porque descobri que terei um evento muito importante no dia (19 de dezembro), e participar dos dois seria humanamente impossível. É uma pena, realmente me doeu, não vou mentir. A coreografia era de Gawazze (ou Ghawazze, ou Gawazzy, já vi inúmeras formas de escrever e não sei qual a correta), que é a dança das tribos de ciganos, e usam-se snujs. O figurino (saia rodada, top amarrado) eu já havia encomendado, então vou tê-lo da mesma forma, e será útil caso dancemos esta coreografia no Mercado Persa de 2010. E infelizmente não iria participar de nenhuma coreografia de dança do ventre clássica, já que o figurino sairia muito caro.
Então é isso, final de ano e muita empolgação com nossas coreografias. No final, tudo sai lindo e a sensação de estar no palco, a cada ano, é singular e fica guardada para sempre.